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Cerca de 7 em cada 10 mulheres consideram que a parte das tarefas domésticas que realizam corresponde ao que é justo. Por outro lado, se fossem livres de escolher a duração da sua semana de trabalho, e tendo em consideração a necessidade de ganhar a vida, 46,1% dos homens e 43% das mulheres, trabalhariam o mesmo número de horas que trabalham atualmente.

Estes são alguns dos resultados do Inquérito Nacional aos Usos do Tempo de Homens e de Mulheres (INUT) apresentado no passado dia 28 de junho na conferência final do Projeto INUT, financiado pela Islândia, o Liechtenstein e a Noruega, através dos EEA Grants, no âmbito do Programa da Igualdade de Género da responsabilidade da CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

O inquérito, realizado entre abril e novembro de 2015 pelo Centro de Estudos para a Intervenção Social (CESIS) em parceria com a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), envolveu uma amostra de 10.146 pessoas, representativa da população residente em Portugal com idade igual ou superior a 15 anos, e um "conjunto de 50 entrevistas em profundidade a mulheres e homens que, vivendo em situação de conjugalidade ou monoparentalidade, articulam na sua vida quotidiana uma atividade profissional e o cuidado” de filhos menores de 15 anos.

Segundo o estudo, coordenado pela investigadora do CESIS Heloísa Perista, em todos os grupos etários são as mulheres que dedicam mais tempo às tarefas domésticas e prestação de cuidados a menores e pessoas dependentes. Também "a partilha do cuidado e a articulação entre responsabilidades parentais e trabalho pago são domínios que, apesar de uma crescente 'reivindicação' por parte dos homens do seu direito à paternidade, ainda evidenciam a persistência de desigualdades de género". São ainda as mulheres quem mais sente as implicações das responsabilidades parentais no emprego, com mais de uma em cada três a assumir que teve dificuldades em concentrar-se algumas vezes no trabalho, durante o último ano.

Para os autores e as autoras do estudo, os resultados "ilustram claramente" que o nascimento dos filhos "constitui muitas vezes um ponto decisivo no qual se definem ou reforçam assimetrias de género".

Estes resultados estarão diretamente relacionados com o regime de organização do trabalho e dos tempos de trabalho, predominantes em Portugal: trabalho a tempo inteiro (92,2% dos profissionais) com horário de trabalho fixo (68,2% dos homens e 74,1% das mulheres).

Os investigadores e as investigadoras do projeto INUT esperam que este diagnóstico permita "sensibilizar para a necessidade de uma distribuição mais equilibrada do trabalho não pago de cuidado" e formular recomendações para as políticas públicas no domínio da articulação da vida profissional, familiar e pessoal, enquanto instrumento para a igualdade de género.

Mais resultados aqui.

Para mais informações, consultar:
http://www.eeagrants.gov.pt/index.php/noticias/784-pt07-des-igualdade-de-genero

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