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1º de Maio - DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA

 

1º de Maio

DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA

No dia 1 de maio de 1886, em Chicago, nos Estados Unidos, centenas de milhares de pessoas operárias iniciaram uma luta histórica, realizando uma greve geral reivindicando a redução do tempo de trabalho pago para oito horas por dia de trabalho diário, sendo reprimidas pelas entidades patronais e pelas forças policiais.

O Congresso Operário Internacional reuniu em Paris, a 14 de julho de 1989, e proclamou o 1º de maio como Dia Internacional do Trabalhador. A partir desta altura, este dia passou a ser comemorado nos países europeus e noutros países do mundo, cujo lema foi a luta pelos direitos laborais e a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Em Portugal, assinala-se este dia desde 1890, através de diversas iniciativas, tais como: piqueniques de confraternização, manifestações, discursos, romarias aos cemitérios em homenagem aos trabalhadores e às trabalhadoras que já tinham falecido e lutaram pelos direitos laborais.

No final da monarquia o sindicalismo assumiu alterações qualitativas, transformou-se num sindicalismo reivindicativo e mais consolidado. Em 1919, após algumas lutas de sindicalismo português conseguiu aprovar-se a lei das oito horas de trabalho diário, mas apenas para os trabalhadores do setor do comércio e do setor da indústria. Nesta época, as mulheres estavam integradas no mercado de trabalho, em oficinas e nas fábricas. Grande parte destas trabalhadoras eram mães, logo, a discussão sobre o trabalho feminino e a maternidade fez com que o Estado viesse a legislar sobre a matéria.

As primeiras medidas legislativas procuravam proteger a mãe trabalhadora, proibindo algumas atividades, estipulando um horário específico para o trabalho feminino e proibindo o trabalho após o parto, sem direito a perceção de subsídio. Inclusive, o abono de família, só era pago à mulher casada se o marido estivesse nas situações de invalidez, desempregado ou impedido de sustentar a família, não sendo atribuído às mães solteiras.

No período do Estado Novo, a sociedade portuguesa vivia com dificuldades, com repressão e sem liberdade de expressão. Em 1962, as greves e as manifestações dos corticeiros, das telefonistas, dos pescadores, dos bancários, dos trabalhadores da Carris, da CUF, dos assalariados agrícolas do Alentejo que trabalhavam de sol a sol, foram relevantes na história pela conquista de novas condições de trabalho, por uma vida digna e direitos laborais.

A partir de maio de 1974, com a revolução do 25 de abril, voltou a comemorar-se livremente o dia 1 de maio e este passou a ser feriado sendo comemorado em todo o país, com manifestações e comícios promovidos pelos parceiros sociais.

Apesar dos avanços registados neste domínio, ainda há um caminho a percorrer no mercado de trabalho, através da correção das assimetrias entre mulheres e homens, tais como: eliminar as diferenças salariais, promover a equidade de género nos lugares de topo, bem como na conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal.

 

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