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1º de Maio - DIA INTERNACIONAL DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA

1 DE JUNHO – DIA DA CRIANÇA

Ontem, já tarde, as crianças não paravam de fazer barulho nos quartos. Alegres, só pensavam no dia de hoje que promete ser de muita brincadeira numa mistura saudável de atividades, jogos, pinturas e passeios.
- Francisco, Aristides e Cristina! Venham tomar o pequeno-almoço!
Aos atropelos, sentaram-se à mesa gritando contentes: - Hoje é o nosso dia! Mãe! O dia da Criança!

O pai sorria e foi sugerindo que terminassem a refeição para que não chegassem com atraso à escola.
Felizes e repletos de energia, despacharam-se rapidamente por entre gargalhadas e leite entornado. A mãe e o pai não se zangaram. Viam crianças felizes.

Durante a viagem para a escola, Aristides, muito observador e curioso, perguntou ao pai por que motivo era o dia das crianças.
O pai sorriu e perguntou à pequenada se gostariam mesmo de saber a razão.
- Siiiiiimmmmmmm! – gritaram ao mesmo tempo.

O Francisco, a Cristina e o Aristides sossegaram então. Os seus olhos brilharam de expetativa. Queriam, sem dúvida, ouvir a história sobre o Dia da Criança, o seu dia.
O silêncio que se espalhou dentro do carro foi propositadamente aproveitado pela mãe para lhes aguçar a curiosidade.

E a mãe começou: - Era uma vez… Há muito, muito tempo… pessoas más lutavam umas contra outras. Foi tempo de guerra, escuro e de medo. Todas as pessoas adultas e todas as crianças, pelo mundo inteiro, viviam grandes dificuldades. Muitas vezes não havia alimentos e ficavam sem casa. Tremiam quando os aviões passavam ou ouviam bombas e tiros de espingardas.
Esse tempo tem um nome: II Guerra Mundial. Mais tarde irão aprender na escola.

- Mas… mãe? As crianças como nós não tinham alimentos? Passavam fome?! E essa guerra, não acabava? – questionou a Cristina muito apreensiva e a gesticular.
- Por todo o mundo? Uma guerra muito grande! – disse impressionado o Francisco.
- Pai? Em que países onde houve guerra? – perguntou o Aristides pensativo.

As guerras, as lutas entre as pessoas, aconteceram na China, no Médio Oriente, na Europa e até em Africa e na Oceânia… foi em quase todo o mundo. As famílias como a nossa passavam muito mal, por muitas dificuldades. Crianças deixaram de ir à escola. Tinham de ajudar a mãe e o pai que trabalhavam muitas horas, desde muito cedo, e às vezes até ficar noite.

Certo dia a guerra acabou! As pessoas pararam de lutar umas contra outras… Mas havia muitas coisas destruídas: casas, caminhos, pontes, florestas, cidades inteiras.” – continuou o pai.
- Ohhhhhhhhhhhhhh! – irromperam os três! – E o que fizeram?

- Acabou a guerra e chegou a paz! Todos os homens e todas as mulheres juntaram-se para construir tudo de novo. Já não havia medo, nem bombas, nem tiroteios. Era tempo de trabalhar, de produzir. Era tempo de mudança!
Nessa altura, os países organizaram-se para criar uma agência , na qual as pessoas trabalhassem para uma mesma causa, o bem-estar das crianças. Reuniram-se para que as crianças de todo o mundo tivessem escola, saúde e pudessem brincar, crescer felizes. Para que os direitos não fossem esquecidos, essas pessoas escreveram uma carta com as principais regras que os países devem cumprir, permitindo que as crianças cresçam bem. – concluiu a mãe.
- Fixe mãe! – disse o Francisco.
- Pai e mãe, foi por causa dessas crianças que começou a haver o Dia da Criança? Para que nunca alguém esqueça que nós merecemos o respeito das pessoas adultas? – perguntou, muito sério, o Aristides.
- Sim. O dia de hoje é para dedicar a todas as crianças do mundo e lembrar que devem brincar muito, ir à escola, ir ao centro de saúde, ser felizes! – respondeu o pai.
- Nós somos felizes! Nós somos muito felizes! – cantarolou a Cristina.
- Vou contar aos amigos e às amigas lá da escola a história deste dia – afirmou o Aristides.
- Viva o Dia da Criança – disse o Francisco!
- Viva! – gritaram em simultâneo no carro.

A CITE promove, divulga, e defende a proteção na parentalidade, para que todas as pessoas tenham tempo para partilhar o cuidado das crianças, contribuindo para o seu desenvolvimento digno e feliz.

Para conhecer os direitos sobre a parentalidade consulte o site da CITE:
www.cite.gov.pt.

(1) - A situação pós-guerra tornou-se um problema e uma preocupação de muitos países da Organização das Nações Unidas (ONU), cujo objetivo foi encontrar soluções por forma a que as crianças pudessem desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras na sua infância.

(2) - E foi por isso que a ONU criou uma Agência das Nações Unidas (UNICEF) para promover a defesa dos direitos das crianças, ajudar a dar resposta às suas necessidades básicas e contribuir para o seu pleno desenvolvimento.

(3) - Foi então que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs à ONU que se criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo. Em 1989, a ONU passou a dedicar um dia a todas as crianças do mundo inteiro, reconhecendo-lhes os seus direitos através da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), trata-se de 10 princípios fundamentais que, se forem cumpridos em todo o mundo, podem fazer com que as crianças tenham uma vida digna, independentemente da raça, do sexo, da religião e da origem. A 21 de setembro de 1990, foi ratificada por Portugal. Este documento é tão importante que se tornou lei internacional e permitiu que todas as crianças do mundo tivessem melhor qualidade de vida, mais protegidas contra práticas de violência e de discriminação no mundo, passando a ter uma alimentação saudável; cuidados de saúde, educação gratuita, mais afeto, amor e compreensão, procurando viver em paz, proporcionando-lhes uma vida digna e feliz.

 

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